Julho voltou a ser um mês marcado pela volatilidade: o Memorando de Entendimento assinado pelo Estados Unidos e Irã um mês antes foi interrompido, empurrando os preços do petróleo para cima e provocando ondas de choque nos mercados de renda fixa e de ações; o Brent chegou a US$ 100 por barril, o maior nível desde meados de maio. Embora as bolsas de países desenvolvidos tenham encerrado o mês com alta de 0,5%, a história principal mais uma vez foi a turbulência intramês, com o VIX atingindo 22. As preocupações com gastos excessivos em IA também ganharam força, levando o mercado a reduzir exposição aos vencedores do 1S26, como semicondutores, e a migrar para bolsas menos “queridas” pelos investidores. Enquanto isso, os yields globais alcançaram 4,0% com o retorno da incerteza geopolítica e a volta do temor inflacionário — alta de 20 pontos-base no mês e 60 pontos-base acima do nível do início do ano.